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Manifesto Maçônico
25/09/2014

Reprodução integral de matéria publicada no Jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba e região, em 25.09.2014.
 
Conselho Maçônico Sorocaba e Votorantim.
 
Vamos mudar o Brasil...
 
"O que preocupa não é o grito dos maus, e sim o silêncio dos bons" - Martin Luther King.
 
Nós, Maçons de Sorocaba e Votorantim, vimos através desta Carta Aberta, dirigida a toda a comunidade de nossas cidades, nos manifestarmos, enfatizando que lutamos por ver instalada no Brasil a trilogia Liberdade, Igualdade e Fraternidade, bandeira de frente de nossos ideais. Como somos apolíticos no sentido partidário, ansiamos para que os verdadeiros bons princípios estejam vivos em qualquer cidadão, e, por consequência, entre todos os partidos políticos.
 
Acreditamos que estes ideais que pautam nosso caminho representam o anseio de toda a população. Baseados nessas verdades incontestáveis, apoiamos todo ato que busque devolver a dignidade a todo povo brasileiro.
 
Trabalhamos incansavelmente. Recentemente, patrocinamos a vinda à Sorocaba de um ilustre brasileiro, idealista, corajoso e cansado de tantos desmandos, conhecedor das falcatruas que existem nos bastidores da indústria do voto, pois recebeu muitos relatos de pessoas envolvidas nos esquemas fraudulentos, a fim de apresentar, na forma de palestra, essa denúncia. Conhecedores que somos dessas verdades, e diante da denúncia veiculada por todos os meios de comunicação, registramos nosso total apoio ao Dr. Marlon Reis, um brasileiro que tem a coragem de defender o seu país e a dignidade do povo brasileiro.
 
Marlon Reis é juiz eleitoral, brasileiro, que tem família como qualquer outro cidadão, e constantemente sai de sua casa no Maranhão e viaja pelo país fazendo palestras, buscando elucidar o povo brasileiro. É autor de vários livros, entre eles o mais polêmico O Nobre Deputado, onde o autor relata o desmoralizado sistema eleitoral brasileiro, e por consequência, o sistema político nacional, palco de gastos faraônicos e gerador da famigerada corrupção. Nós Maçons, diante dessa situação, buscamos atender continuamente os desfavorecidos, um dos resultados finais da corrupção.
 
A situação descrita pelo autor demonstra a urgente necessidade de alteração do modelo político atual, pois infelizmente já se construiu uma máxima em que a grande maioria de nosso povo afirma que ""homens bons não se metem em política"". Esse desânimo caminha no sentido contrário dos fatos, pois a triste realidade é que sempre haverá um político tomando decisões que no mínimo culminarão com o pagamento dos impostos pelos cidadãos, além de influir em aspectos essenciais da vida do povo, como educação, saúde, segurança, etc.
 
 Diante desse cenário, repudiamos, de forma categórica e veemente:
 
. O patrimonialismo, que sempre caracterizou a política brasileira, pelo qual os "donos do poder", para usar a expressão de Raimundo Faoro, tratam a coisa pública como se fosse propriedade privada, dela se aproveitando para benefício próprio e de parentes e amigos;
 
. A compra de apoio político, por meio de cargos, benesses ou dinheiro, em prejuízo do erário e da moralidade pública;
 
. O pagamento de propinas, seja para fraudar a contratação de obras públicas milionárias, seja para comprar os favores de um policial ou do mais simples burocrata;
 
. A nomeação de apaniguados para o exercício de cargos públicos, em detrimento do mérito, que só pode ser medido de forma justa e republicana através dos concursos públicos;
 
. O desperdício, o uso eleitoreiro e o desvio de verbas públicas, em detrimento de investimentos em saúde, educação, segurança, saneamento básico e outros serviços públicos essenciais e prioritários;
 
. A usurpação da vontade popular, por meio de decisões políticas ilegítimas, urdidas no segredo dos gabinetes palacianos para beneficiar minorias cooptadas pelo governo, sem passar pelo debate público e pelo crivo dos representantes do povo no Congresso Nacional.
 
Essas e outras expressões da corrupção que corroem e ameaçam as instituições mais sagradas da nossa República devem ser combatidas de forma severa e decidia. Para isso, defendemos:
 
. A recuperação do prestígio do Poder Legislativo, que deve agir como legítimo representante do povo, e não como mero apêndice do Poder Executivo, fiscalizando e controlando os atos do governo e elaborando leis que sejam do interesse do povo;
 
. A responsabilização dura e sem trégua dos políticos e agentes públicos que traem a confiança do povo e seu compromisso com o bem público;
 
. A liberdade de imprensa, essencial para que venham a público os escândalos e as falcatruas;
 
. A independência da Polícia, do Ministério Público e do Judiciário, sem o que os crimes contra a administração pública e a improbidade administrativa não serão adequadamente investigados e punidos;
 
Cientes de que a Lei, enquanto emanação legítima da vontade popular, é o instrumento por excelência para a contenção do arbítrio e o saneamento da atividade política, sustentamos:
 
. A aplicação plena e integral da Lei da Ficha Limpa, criada por meio da iniciativa popular;
 
. A ampliação dos mecanismos de controle popular sobre o exercício dos mandatos políticos, como, por exemplo, a revogação do mandato pelo voto popular através do recall;
 
. O fim do financiamento das campanhas políticas por empresas, a fim de limitar a influência do poder econômico na política, desde que combinado com o barateamento das campanhas e a severa punição do chamado "caixa dois", para que o financiamento público não seja somente mais uma forma de transferência do dinheiro público em benefício da classe política;
 
 . O combate aos partidos nanicos e às legendas de aluguel, mediante restrições às coligações e estabelecimento de uma cláusula de barreira ou de desempenho, a fim de evitar a venda de apoio e para que apenas partidos políticos com respaldo popular possam usufruir do financiamento público e do acesso gratuito ao rádio e à televisão (que também onera o erário, porque implica em isenção fiscal às emissoras), porém sem restringir a liberdade para a criação e o funcionamento de novas legendas;
 
. A democratização interna dos partidos políticos, para que as decisões partidárias não sejam tomadas entre quatro paredes por uma oligarquia partidária, mas represente a vontade legítima da massa de filiados;
 
. O fim da reeleição para a chefia do Poder Executivo e a limitação da reeleição para o Legislativo a no máximo dois mandatos consecutivos, para que a atividade política seja um verdadeiro serviço público e não uma profissão na qual os políticos procuram se eternizar;
 
. A severa limitação dos cargos comissionados, propiciando que o acesso ao serviço público seja feito preferencialmente de forma republicana, meritocrática e igualitária.
 
Finalizando esta carta, expressamos o nosso apoio e convocamos todos os cidadãos livres e de bons costumes para que se unam à batalha para vermos instalada em forma de lei o projeto "Eleições Limpas". Colaborem colocando suas assinaturas nos impressos que estão nos sites www.eleicoeslimpas.org.br e www.reformapoliticademocratica.org.br, lembrando que são necessárias 1.500.000 assinaturas para que este projeto de lei seja encaminhado ao Congresso Nacional. Desta forma, estaremos contribuindo para colocar o Brasil no rumo de um país mais humano e bem melhor, pois, como Martin Luther King disse, ""o que preocupa não é o grito dos maus, e sim o silêncio dos bons"".
 
Conselho Maçônico Sorocaba e Votorantim

IDS
 




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