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ARTESP aprova construção de novo viaduto na Raposo Tavares
16/10/2017

Reproduzimos a seguir a íntegra de uma publicação do site da AMBEU, uma das associações parceiras deste Instituto.

Com declarações de diretor da AMBEU – Associação de Moradores dos Bairros Elton Ville, Uirapuru e Adjacências, Sr. Sergio Reze, que foi procurado pela repórter, o Jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba e região, publicou matéria em sua página A7, da edição de sábado, dia 14, sobre a construção de novo viaduto sobre a Rodovia Raposo Tavares, no trecho exibido na imagem.
 
É relevante destacar que as palavras do representante da AMBEU foram significativamente resumidas, divulgando pequena parte dos argumentos oferecidos, deixando o leitor sem importantes informações a respeito do assunto! Conheça a seguir a íntegra do texto publicado.
 
14/10/17 | Ana Cláudia Martins - ana.martins@jcruzeiro.com.br
 
As obras para construção do novo viaduto que fará a ligação entre as ruas João Wagner Wey e a Augusto Lippel, na zona sul de Sorocaba, na altura do km 101 da Rodovia Raposo Tavares (SP-270) devem começar ainda neste ano. A Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) informou ao Cruzeiro do Sul essa semana que a execução do projeto já foi aprovado pelas áreas técnicas e que o órgão está em tratativas com a Concessionária CCR ViaOeste para formalizar a aprovação das obras junto à Prefeitura de Sorocaba.
 
O projeto é uma medida mitigatória de compensação pelos impactos da implantação do empreendimento residencial Parque Salamanca, que terá 704 apartamentos, em 22 torres de oito andares cada uma, e está em construção na região pela empresa MRV Engenharia e Participações S/A. A Prefeitura de Sorocaba disse que já foi comunicada oficialmente pela Artesp e que uma reunião na semana que vem com a empresa e a CCR ViaOeste deverá definir o início das obras, com previsão de término para março de 2018. "A Prefeitura já aprovou o projeto, que foi pago e elaborado pela MRV." Já a MRV, que será responsável pela obra, disse que o início está vinculado à aprovação do projeto pelos órgãos competentes, e que serão investidos mais de R$ 5 milhões.
 
Obra polêmica
 
A decisão de interligar as duas ruas por meio de um viaduto sobre a rodovia foi alvo de protesto e contestação judicial por representantes da Associação de Moradores dos Bairros Elton Ville e Uirapuru (Ambeu), que reclamam que o viaduto irá sobrecarregar o trânsito, principalmente na rua João Wagner Wey, onde está sendo construído o Parque Salamanca. As obras do empreendimento residencial chegaram a ser embargadas pela Prefeitura de Sorocaba, mas a empresa recorreu à Justiça e conseguiu suspender a interdição das obras.
 
Para um dos representantes da Ambeu, o empresário Sérgio Reze, o viaduto não irá solucionar os problemas que serão causados no trânsito da região. Segundo ele, a rua João Wagner Wey é estreita e não irá comportar o tráfego de veículos que será gerado por conta dos moradores do residencial e com a construção do viaduto. "É lamentável que um empreendimento residencial desse porte tenha sido aprovado pelo governo anterior, contrariando o Plano Diretor do Município e sem ouvir os moradores da região", disse Reze. Ele afirma que ainda não sabe se a Associação pretende recorrer à Justiça por conta da aprovação do projeto do viaduto.
 
A construção do viaduto também chegou ao Ministério Público, onde as partes envolvidas firmaram um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) que estabeleceu obrigações para ambas. Conforme o documento, o governo municipal ficou de providenciar a documentação necessária para que o viaduto pudesse ser construído, e a MRV ficou responsável pela obra. O promotor de Justiça, Jorge Alberto de Oliveira Marum, disse que a Prefeitura fez uma avaliação técnica sobre a questão e apontou que a construção do viaduto irá resolver o problema. "Também foi pedido um laudo técnico que também apontou o viaduto como solução, então, o MP entende que o TAC está sendo cumprido", disse Marum
 
Já a CCR ViaOeste disse que a concessionária atua como interface técnica entre a Artesp e a Prefeitura, e que o último passo deste processo é a emissão da carta de anuência da Artesp, juntamente com a assinatura do projeto.
 
AMBEU




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