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Cidadão se manifesta sobre a Lei do Silêncio
09/10/2017

Na folha A3 do Jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba e região, de 29.09.2017, seção “Do Leitor”, foi publicado o manifesto do cidadão Nicolau Archilla Messas, sobre o desrespeito à Lei do Silêncio do nosso município. Conheça a seguir a íntegra da publicação.
 
Lei do Silêncio

"Vivemos amarrados a um lero-lero de uma burocracia morosa" 
  
 
Com certa frequência, lemos reclamações sobre a falta de paz durante a noite. Gostaríamos de obter soluções concretas e rápidas sobre essa situação do barulho após a meia-noite. Causa-nos indignação a morosidade, a "pachorra", como se diz no popular, a lentidão para que a solução dessa situação ocorra. 
 
Ficamos à vontade para tratarmos desse tema, considerando algumas reflexões que pretendemos comentar. Todos nós sabemos, não é de hoje, que à medida que a noite adentra, pelo fato de diminuir o maior volume de ruídos, qualquer barulho excepcional ganha uma dimensão perturbadora maior. Só quem tem um bar próximo à sua residência sabe: discussões decorrentes dos jogos de baralho e bilhar, brigas, copos e garrafas que se quebram, buzinas desnecessárias. 
 
Devido ao silêncio a que nos referimos anteriormente, o som inútil ganha uma proporção muito maior e perturba quem no dia seguinte tem de trabalhar. Presentemente temos visto o combate aos fogos de artificio, que prejudicam crianças, idosos, animais. A sociedade protesta contra essa prática nociva, desnecessária. Evoluiu, portanto. 
 
Neste momento em que nos servimos de alguns aplicativos tão eficiente para as nossas atividades cotidianas, será que os órgãos públicos não têm uma contribuição moderna para solucionar as nossas reclamações? Sobre o barulho após a meia-noite e a respectiva solução, vivemos amarrados a um lero-lero decorrente de uma burocracia morosa, e pior, onerosa aos cofres públicos. 
 
Nesse contexto, se de algum órgão público podemos nos orgulhar, e aqui vai a nossa gratidão, é a gloriosa Polícia Militar. Quando reclamamos (falo no nosso caso, no nosso endereço), prontamente uma viatura surge para que o proprietário do bar perturbador se preocupe no mínimo em baixar as portas. Quanto desgaste! 
 
Fica a pergunta: o fato de acionarmos a Policia Militar tantas vezes (perdemos a conta) não é racional. Não funcionaria, então, como um "gatilho" para que alguma iniciativa seja efetivada por parte de quem compete zelar pelo cumprimento da lei? Deixaria de ser uma operação "enxuga-gelo", com viaturas deslocadas, profissionais à disposição no atendimento telefônico e nos respectivos veículos, sem falar nos órgãos fiscalizadores. Para que servem esses bares barulhentos, fora tirar o repouso de quem trabalha? Pleiteamos o cumprimento da lei do silêncio. Será que é demais o que pedimos?
 
NICOLAU ARCHILLA MESSAS
 
IDS




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